ANO VI - Ed. 65 - Setembro de 2007 - Florianópolis - 10.000 exemplares em papel - pega o teu, ô: Distribuição Gratuita



capa - pág 12
editorial - pág 2
crônica - pág 3
exposto - pág 5
gastronômia - pág 4-5
drink - pág 5

saúde - pág 11
jurídico - pág 3
histórias da Ilha
ilha mistica - pág 6
esporte - pág 3
comunidade - pág 8


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[Esportes] SET 07 por José Paulo Reitz

ADILSON HELENO
A LUTA CONTINUA PELO FUTEBOL

Adilson Heleno, carioca de Nova Iguaçu, na baixada Fluminense, começou no Flamengo e depois de uma projeção maravilhosa no futebol profissional deixou a carreira em 1997, quando ganhou o convite de um empresário para tocar uma escolinha de futebol em Florianópolis. Hoje com mais de 150 alunos, o jogador dá exemplo de perseverança e ainda tem muito a contribuir com o futebol de Santa Catarina.

Este ano Adilson dá mais uma prova de que craque não tem que temer nenhum desafio e aceitou o convite do Grêmio da Cachoeira do Bom Jesus para contribuir com a sua habilidade e dar mais brilho ao campeonato amador da Liga Florianopolitana. Adilson costuma entrar nas partidas no segundo tempo, mas mesmo aos 44 anos faz graça ensinando a todos como é simples ter intimidade com a bola e como se faz pra ela estar no lugar certo.

Veja entrevista feita no dia 1º de setembro, quando houve o confronto entre o Grêmio e o Canto do Rio, no Ribeirão da Ilha. Nossa equipe teve o prazer de acompanhar uma tarde de sábado deste grande ídolo do futebol catarinense.  

Miguelito: Adilson, por que você veio para o torneio de interligas amador?

Adilson: Tudo começou quando nos bate-bolas de verão me apeguei muito ao pessoal de Canasvieiras, que sempre foi bem receptivo comigo. Daí eles me convidaram pra voltar a jogar. Na verdade fiquei até surpreso, achei piada e perguntei: treinador? Pois queira ou não queira, aos 44 anos de idade, nunca imaginei jogar com a turma que está lutando pra se profissionalizar e com campeonato muito competitivo. Aí me disseram, nós precisamos da sua experiência e tal... Mal comecei e já conquistamos o primeiro turno. Estou participando sempre que posso, pois gosto muito do Grêmio da Cachoeira e posso rever amigos do profissional, como o Fábio e Ricardo do Avaí, que eram meninos e hoje estamos nos enfrentando.

M: Em Santa Catarina sua carreira foi brilhante, pois jogou na capital pelos dois times, também no Criciúma e no Tubarão. Um jogador brilhante deste nível eleva a motivação dos jogadores e de todo o campeonato amador...

A: Então, até os próprios adversários chegam pra mim e dizem, que legal que você está aí, isso motiva muito mais o campeonato.
M: Como foi a sua carreira?

A: Em 1979 comecei nas categorias de base do Flamengo, onde joguei por 20 anos como infanto, juvenil, juniores e cheguei até o profissional, quando, na saída de Zico pra jogar na Itália, tive a felicidade de poder vestir a camisa dez. Então o Flamengo foi pra mim um base muito grande e daí pra frente joguei no Operário de Campo Grande, no Fortaleza, no Vitória da Bahia, no Avaí, Figueirense, Criciúma, Tubarão, ABC de Natal, Grêmio, Portuguesa, Atlas do México, Barcelona do Equador, posso dizer que foi uma carreira vitoriosa com grandes títulos.

Até as categorias de base tive três títulos pelo Flamengo e meu primeiro título profissional foi em 1984, pelo Operário de Campo Grande, Mato Grosso, mas o mais lembrado aqui na capital foi a conquista do catarinense de 1988 pelo Avaí, porém não posso deixar de lembrar do título Bola de Prata do campeonato brasileiro de 88, quando eu jogava pelo Criciúma e fui considerado o melhor 10 do brasileiro.

M: Você tem preensões como técnico?

A: Veja bem, estou muito contente em poder jogar uma peladinha aos finais de semana, além do trabalho que já faço há dez anos com a garotada, dando aula de futebol, onde coordeno cerca de 150 crianças de 5 a 15 anos. Por enquanto não tenho maiores pretenções, pois ver um moleque chegar e chutar de dedão, como agente chama, depois você vê a evolução do menino como jogador e como pessoa, não tem dinheiro que pague esta alegria.

M: Como você vê a rivalidade entre o Grêmio da Cachoeira e o Canto do Rio?

A: As duas equipes se respeitam muito e a rivalidade fica por conta do alto nível técnico; eles disputam alternadamente o maior número de títulos da capital, sendo um clássico de muita pegada, pois ambos estão lutando novamente por mais este título de 2007.

Para nós, do Miguelito, é uma honra poder dar boas notícias deste maravilhoso atleta que deu muitas alegrias ao povo catarinense e que ainda demonstra ter garra, disciplina e muita saúde. Parabéns, Adilson, e que este seja um grande ano em sua vida, pois o que você está fazendo por nossas crianças aumenta mais ainda nossa admiração por você. Você é o máximo!

 

Cartas do Leitor

COPA DO MUNDO

É a notícia do momento: “Comissão da Fifa está avaliando os estádios de futebol para a copa de 2014”. E foi assim com o PAN. Milhares de pessoas envolvidas para deixar tudo pronto e nas melhores condições para receber os atletas. E havia dinheiro.

Acho estranho que em um país onde milhares de pessoas se acumulam em corredores de hospitais, onde as filas por remédios básicos se tornam cada vez maiores, onde as crianças padecem de fome e frio, encontre tanto dinheiro para financiar uma Copa do Mundo. Como entender um governo que diz que não há verba para investir na educação? E um povo que se diz democrático, mas que sucumbe à vontade de uma minoria barulhenta? De que forma compreender o aumento da violência?

Talvez porque aqueles que possuem o poder nas mãos se escondem contratando seguranças particulares. (Particulares mesmo? Ou pagos através de impostos disfarçados?) Que sociedade hipócrita é essa que se compadece ao assistir no noticiário que um avião explodiu, mas que se acomoda enquanto os responsáveis apenas “discutem”. O que esperar de cidadãos que dizem não gostar de política e que vendem seu voto? Enquanto isso os “deputados de marte” trabalham três dias por semana e ganham R$ 20.000,00 por mês. Enquanto isso os trabalhadores se alegram com os R$ 90,00 pagos pelo Programa Bolsa Família e fecham os olhos para a corrupção. Elegem um representante que nem mesmo sabe o que acontece em seu governo. Parece que a fase do “pão e circo” continua. Afinal, por que discutir problemas tão complicados?!

Melhor deixar para depois. A seleção está entrando em campo. O Brasil vai jogar...

Grasiela Grosselli

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