11ª CAVALGADA DE RATONES AO RIBEIRÃO DA ILHA
Tudo começou numa tarde ensolarada do feriado de sete de setembro; seu Chico, do bar que fica na praia do Campeche (rua do Gravatá) estava observando a beleza da ilha do Campeche enquanto crianças se empenhavam em montar castelos de areia em meio aos turistas e nativos que desfrutam daquele lugar. Então, repentinamente apareceram alguns cavaleiros e um dos patrões se aproximou de seu Chico pedindo permissão para que os outros companheiros pudessem chegar e desfrutar um pouco de sombra e água fresca.

Depois da autorização de seu Chico, chegaram mais de 26 cavaleiros montados em belíssimos cavalos, construindo um cenário de filme épico. É lindo presenciar o encontro entre a pesca e o rural, culturas que sempre foram cultivadas no passado e no presente e que agora estão ameaçadas por toda ilha. Depois de demonstrarem muita educação, os cavaleiros saciaram a sede dos animais e seguiram sua longa jornada que prometia entrar noite a dentro, pois precisavam chegar ao Ribeirão da Ilha e contornar todo o sul.
Em seguida, chegou um cavaleiro que estava isolado do resto grupo e ao aproximar-se do bar do Chico, despertou grande encantamento numa linda menina que estava ali por perto. Ela seguia todos os passos do homem e seu cavalo. Este, ao perceber o interesse da menina em seu cavalo, não teve dúvidas; lançou-a sobre o cavalo. A menina, numa felicidade enorme, não conseguia mais fechar o seu sorriso, enquanto passeava no lindo cenário da praia do Campeche. Com certeza, todas as pessoas que estiveram no bar do seu Chico naquele momento, jamais irão esquecer aquela tarde, devido ao lindo dia e a inesperada visita dos tropeiros.

O Bar do seu Chico faz parte da nossa história e é responsável pelo lazer de nossos visitantes e manezinhos, além de servir de ponto estratégico de refresco e alimentação para todos que desejam dar a volta à ilha, seja a cavalo, correndo, etc. Como pode alguém falar em fechar este bar, depois de tanta degradação e tanta exploração imobiliária que passa a nossa ilha e que não poupa nada, não respeita a natureza e muito menos os que nela habitam.
Há tempos gerações vem trabalhando em prol desta cidade, com arte e simplicidade, sabendo respeitar e tratar bem o turista, servindo-lhe peixe fresco, fruto do trabalho junto ao mar.
O plano diretor está acontecendo e quem não falar agora, só terá outra oportunidade daqui a dez anos, quando for tarde demais!
Fim
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