ANO IV-nº36 - fevereiro de 2005 - Florianópolis - 10.000 exemplares em papel - pega o teu, ô: Distribuição Gratuita


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[Turismo] FEV.05

NAUFRAGADOS É UM DOS
PARAÍSOS MAIS BELOS DO SUL DA ILHA



Naufragados têm uma aura de mistério devido aos aconte cimentos históricos registrados na região. Não restam dúvidas de que a denominação de Naufragados advém dos vários naufrágios que aconteceram na Barra do Sul da Ilha de Santa Catarina, registrados de 1514 a 1531 (início da presença de espanhóis) e 1748 a 1756 (época da epopéia açoriana).

O principal e mais conhecido foi o naufrágio de duas embarcações de médio porte usadas pelos portugueses em 1753. Seguindo determinações da Corte Portuguesa, cerca de 250 colonos açorianos viajavam para o Rio Grande do Sul quando ocorreu o acidente, no local hoje chamado de Ponta dos Naufragados. Quase todos os açorianos morreram, sendo sepultados nessa praia.

O caminho até Naufragados foi muito utilizado após a inauguração do farol em 1861.

A partir desta época famílias migraram para a região; um engenho foi construído e abriram-se os primeiros roçados na mata. Empreendimentos coloniais que prosperaram obrigaram a importação de escravos. Nessa época se utilizava o óleo de baleia nas construções, misturado com pedras e conchas para erguer as paredes.
A história de Naufragados é marcada por tiros de canhão e naufrágios. É uma pena que deste período restaram apenas algumas ruínas, que podem ser observadas durante o caminho. O monumento histórico mais conservado é o farol, localizado na Ponta dos Naufragados, onde também está uma bateria de canhões datados de 1914.

Proporcionando um encantador visual, à esquerda da praia estão as ilhas Três Irmãs e Moleques do Sul; e quase em frente à Ponta dos Naufragados está a ilha de Araçatuba, onde se encontram as ruínas da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição, do ano de 1742.
Sobre a trilha

A trilha percorre os dois morros que separam a Caieira da Barra do Sul (última comunidade da Baía Sul) e a Praia dos Naufragados; passa por um verdadeiro túnel na vegetação nativa, com córregos para se refrescar e tomar água, reunindo grande parte dos atrativos procurados pelos adeptos ao ecoturismo: mata atlântica exuberante. Sem grandes dificuldades, é acessível aos menos experientes e praticamente impossível de se perder, pois é uma trilha bem marcada, basta seguir o caminho principal.

Extensão: 2.621m (quase 3km)
Tempo: Cerca de 40 a 50 minutos de caminhada.
Localização: A trilha inicia onde termina a Rod. Baldicero Filomeno. O acesso é fácil, bem sinalizado e com estacionamento. Para quem vai de ônibus, é só descer no ponto final. Fica a 40 km do centro de Florianópolis.
Uma opção bem agradável é alugar uma embarcação e aproveitar o belo visual que o lugar oferece, também é possível pagar para os pescadores que fazem o transporte até o local. O valor varia de quatro a cinco reais por pessoa para cada viagem.
Na praia existem dois bares que oferecem saborosas refeições e uma cerveja bem gelada. Os preços não fogem muito dos valores cobrados na cidade, apesar da dificuldade de transporte dos mantimentos e da necessidade de baterias para a luz e gás para chuveiro e fogão.
Este passeio vai revigorar sua saude e fazer você entrar no túnel do tempo, na época dos escravos e das conquistas européias.
não deixe de visitar Naufragados!

FIM

 

LAGOINHA DO LESTE



A Lagoinha do Leste é um dos recantos mais belos e privilegiados da ilha; nela você consegue desligar-se totalmente dos ruídos e dos estresses que a civilização causa.

Localizada entre dois belíssimos costões, a Lagoinha apresenta três praias: lacustre, fluvial e marítima. Oferece ao visitante uma infinidade de opções de banho, áreas para acampamento e recantos para um bom descanso. Devido ao difícil acesso e à falta de infra-estrutura, esta praia não é muito freqüentada. Muitas vezes está praticamente deserta, contando apenas com um morador e sua humilde casinha.
Porém, para visitá-la, alguns cuidados devem ser observados, como protetor solar e repelente, uma garrafa ou cantil de água, chapéu e muita disposição para quem se propõe a ir e voltar no mesmo dia.

Para quem pretende passar a noite: lanterna, barraca e outros equipamentos de camping são indispensáveis, porém o excesso de peso vai lhe custar muito caro, leve só o que for extremamente necessário. Um bom calçado é essencial, pois as trilhas são longas e levam no mínimo 1h e 40min.

Respeite a natureza e leve consigo alguns sacos plásticos extras para levar embora tudo que você trouxe para a praia; não jogue lixo na trilha. Caso necessite usar o banheiro, procure um lugar afastado da trilha, para evitar que outras pessoas pisem no que você fez. Não seja egoísta com a natureza: se por acaso encontrar vestígios de pessoa ignorante, leve consigo todo e qualquer lixo que você encontrar no caminho, principalmente na volta da trilha. Retribua à natureza o que ela está lhe oferecendo!!!

Para a sua segurança, não leve dinheiro, pois é dispensável; use roupas simples, não leve relógio e objetos de valor, pois além da sua segurança ajuda você a se desligar da cidade. Vá no mínimo com 4 pessoas e avise o maior número de pessoas possível que você está indo para lá, para que sintam a sua falta caso prolongue demasiadamente a aventura. Evite chamar a atenção e leve um celular para, numa eventual necessidade, comunicar a polícia. Tome muito cuidado, pois devido ao isolamento, ninguém está livre de desagradáveis surpresas. Não queremos assustar, o passeio é maravilhoso, porém ninguém perde por tomar as devidas precauções.

Existem algumas trilhas, mas as mais conhecidas são:

1ª) Pântano do Sul. Atrás de uma mercearia próxima do ponto de ônibus que antecede ao centrinho do Pântano do Sul, começa a subida do morro que existe à esquerda de quem chega.
A subida é forte, entretanto a copa das árvores faz uma sombra maravilhosa, aliviando a caminhada. Existem poucos pontos de visão panorâmica, mas duas corredeiras garantem o reabastecimento de água. A descida é bem íngreme, podendo haver escorregões, portanto desça devagar a fim de poupar as articulações dos joelhos.

2ª) Matadeiro. Partindo da Praia do Matadouro, popularmente chamada “Praia do Matadeiro”, que fica depois da Praia da Armação, esta trilha é bem mais panorâmica que a primeira, pois contorna um belíssimo costão, conforme as fotos desta edição. Porém esta trilha apresenta poucas sombras, tornando o uso do protetor solar ainda mais indispensável que a primeira trilha. Existe um córrego no meio do caminho que pode ser utilizado também para o reabastecimento de água.

Na praia do Pântano do Sul existe saída de barco para chegar na Lagoinha do Leste; é uma boa opção para quem tem problemas com caminhadas; outra opção é fazer a trilha e voltar de barco, ou ao contrário, ir de barco e voltar pela trilha.
Nossa equipe fez as duas trilhas, uma delas várias vezes, e nunca tivemos problemas. Tome as devidas precauções e faça uma excelente expedição, você não vai se arrepender.

Caso opte por sair do Pântano do Sul, busque maiores informações no Arante Bar, pois o Arantinho sabe informar a partida e a chegada dos barcos e possui maiores informações das trilhas e das condições do tempo para visitação da Lagoinha do Leste.

Fone: 237-7022

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