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NAUFRAGADOS É UM DOS
PARAÍSOS MAIS BELOS DO SUL DA ILHA

Naufragados têm uma aura de mistério devido aos
aconte cimentos históricos registrados na região.
Não restam dúvidas de que a denominação
de Naufragados advém dos vários naufrágios
que aconteceram na Barra do Sul da Ilha de Santa Catarina,
registrados de 1514 a 1531 (início da presença
de espanhóis) e 1748 a 1756 (época da epopéia
açoriana).
O principal e mais conhecido foi o naufrágio de duas
embarcações de médio porte usadas pelos
portugueses em 1753. Seguindo determinações
da Corte Portuguesa, cerca de 250 colonos açorianos
viajavam para o Rio Grande do Sul quando ocorreu o acidente,
no local hoje chamado de Ponta dos Naufragados. Quase todos
os açorianos morreram, sendo sepultados nessa praia.
O caminho até Naufragados foi muito utilizado após
a inauguração do farol em 1861.

A partir desta época famílias migraram para
a região; um engenho foi construído e abriram-se
os primeiros roçados na mata. Empreendimentos coloniais
que prosperaram obrigaram a importação de escravos.
Nessa época se utilizava o óleo de baleia nas
construções, misturado com pedras e conchas
para erguer as paredes.
A história de Naufragados é marcada por tiros
de canhão e naufrágios. É uma pena que
deste período restaram apenas algumas ruínas,
que podem ser observadas durante o caminho. O monumento histórico
mais conservado é o farol, localizado na Ponta dos
Naufragados, onde também está uma bateria de
canhões datados de 1914.

Proporcionando um encantador visual, à esquerda da
praia estão as ilhas Três Irmãs e Moleques
do Sul; e quase em frente à Ponta dos Naufragados está
a ilha de Araçatuba, onde se encontram as ruínas
da Fortaleza Nossa Senhora da Conceição, do
ano de 1742.
Sobre a trilha
A trilha percorre os dois morros que separam a Caieira da
Barra do Sul (última comunidade da Baía Sul)
e a Praia dos Naufragados; passa por um verdadeiro túnel
na vegetação nativa, com córregos para
se refrescar e tomar água, reunindo grande parte dos
atrativos procurados pelos adeptos ao ecoturismo: mata atlântica
exuberante. Sem grandes dificuldades, é acessível
aos menos experientes e praticamente impossível de
se perder, pois é uma trilha bem marcada, basta seguir
o caminho principal.

Extensão: 2.621m (quase 3km)
Tempo: Cerca de 40 a 50 minutos de caminhada.
Localização: A trilha inicia onde termina
a Rod. Baldicero Filomeno. O acesso é fácil,
bem sinalizado e com estacionamento. Para quem vai de ônibus,
é só descer no ponto final. Fica a 40 km do
centro de Florianópolis.
Uma opção bem agradável é alugar
uma embarcação e aproveitar o belo visual que
o lugar oferece, também é possível pagar
para os pescadores que fazem o transporte até o local.
O valor varia de quatro a cinco reais por pessoa para cada
viagem.
Na praia existem dois bares que oferecem saborosas refeições
e uma cerveja bem gelada. Os preços não fogem
muito dos valores cobrados na cidade, apesar da dificuldade
de transporte dos mantimentos e da necessidade de baterias
para a luz e gás para chuveiro e fogão.
Este passeio vai revigorar sua saude e fazer você entrar
no túnel do tempo, na época dos escravos e das
conquistas européias.
não deixe de visitar Naufragados!
FIM
LAGOINHA DO LESTE

A Lagoinha do Leste é um dos recantos mais belos e
privilegiados da ilha; nela você consegue desligar-se
totalmente dos ruídos e dos estresses que a civilização
causa.
Localizada entre dois belíssimos costões, a
Lagoinha apresenta três praias: lacustre, fluvial e
marítima. Oferece ao visitante uma infinidade de opções
de banho, áreas para acampamento e recantos para um
bom descanso. Devido ao difícil acesso e à falta
de infra-estrutura, esta praia não é muito freqüentada.
Muitas vezes está praticamente deserta, contando apenas
com um morador e sua humilde casinha.
Porém, para visitá-la, alguns cuidados devem
ser observados, como protetor solar e repelente, uma garrafa
ou cantil de água, chapéu e muita disposição
para quem se propõe a ir e voltar no mesmo dia.

Para quem pretende passar a noite: lanterna, barraca e outros
equipamentos de camping são indispensáveis,
porém o excesso de peso vai lhe custar muito caro,
leve só o que for extremamente necessário. Um
bom calçado é essencial, pois as trilhas são
longas e levam no mínimo 1h e 40min.
Respeite a natureza e leve consigo alguns sacos plásticos
extras para levar embora tudo que você trouxe para a
praia; não jogue lixo na trilha. Caso necessite usar
o banheiro, procure um lugar afastado da trilha, para evitar
que outras pessoas pisem no que você fez. Não
seja egoísta com a natureza: se por acaso encontrar
vestígios de pessoa ignorante, leve consigo todo e
qualquer lixo que você encontrar no caminho, principalmente
na volta da trilha. Retribua à natureza o que ela está
lhe oferecendo!!!
Para a sua segurança, não leve dinheiro, pois
é dispensável; use roupas simples, não
leve relógio e objetos de valor, pois além da
sua segurança ajuda você a se desligar da cidade.
Vá no mínimo com 4 pessoas e avise o maior número
de pessoas possível que você está indo
para lá, para que sintam a sua falta caso prolongue
demasiadamente a aventura. Evite chamar a atenção
e leve um celular para, numa eventual necessidade, comunicar
a polícia. Tome muito cuidado, pois devido ao isolamento,
ninguém está livre de desagradáveis surpresas.
Não queremos assustar, o passeio é maravilhoso,
porém ninguém perde por tomar as devidas precauções.

Existem algumas trilhas, mas as mais conhecidas são:
1ª) Pântano do Sul. Atrás de uma
mercearia próxima do ponto de ônibus que antecede
ao centrinho do Pântano do Sul, começa a subida
do morro que existe à esquerda de quem chega.
A subida é forte, entretanto a copa das árvores
faz uma sombra maravilhosa, aliviando a caminhada. Existem
poucos pontos de visão panorâmica, mas duas corredeiras
garantem o reabastecimento de água. A descida é
bem íngreme, podendo haver escorregões, portanto
desça devagar a fim de poupar as articulações
dos joelhos.
2ª) Matadeiro. Partindo da Praia do Matadouro,
popularmente chamada Praia do Matadeiro, que fica
depois da Praia da Armação, esta trilha é
bem mais panorâmica que a primeira, pois contorna um
belíssimo costão, conforme as fotos desta edição.
Porém esta trilha apresenta poucas sombras, tornando
o uso do protetor solar ainda mais indispensável que
a primeira trilha. Existe um córrego no meio do caminho
que pode ser utilizado também para o reabastecimento
de água.
Na praia do Pântano do Sul existe saída de barco
para chegar na Lagoinha do Leste; é uma boa opção
para quem tem problemas com caminhadas; outra opção
é fazer a trilha e voltar de barco, ou ao contrário,
ir de barco e voltar pela trilha.
Nossa equipe fez as duas trilhas, uma delas várias
vezes, e nunca tivemos problemas. Tome as devidas precauções
e faça uma excelente expedição, você
não vai se arrepender.
Caso opte por sair do Pântano do Sul, busque maiores
informações no Arante Bar, pois o Arantinho
sabe informar a partida e a chegada dos barcos e possui maiores
informações das trilhas e das condições
do tempo para visitação da Lagoinha do Leste.
Fone: 237-7022
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