ANO IV n º36 - fevereiro de 2005 Florianópolis- 10.000 exemplares em papel -pega o teu, ô: Distribuição Gratuita


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[Saúde] FEV 05

DOENÇAS DE VERANEIO

poca de praia equivale a banhos de sol, mergulhos no mar, brincadeiras na areia e a prática de esportes. A saída para um bom veraneio é aproveitar moderadamente cada um desses prazeres, sem cometer excessos que possam transformá-los em ameaças à sua saúde.
Como nem sempre as regras de prevenção acabam seguidas à risca pelos veranistas, por descuido ou por impossibilidade, também é importante levar para a praia conhecimentos mínimos sobre como agir em caso de ocorrerem imprevistos como queimaduras solares, acidentes com água-viva, lesões provocadas durante a prática de esportes e complicações de saúde como diarréia e desidratação – surpresas desagradáveis que costumam tirar a tranqüilidade de muitos veranistas.
Muitas vezes, problemas mais simples, como queimaduras leves de sol e contraturas musculares, podem ser tratados com soluções caseiras e eficazes. Outras vezes, a intervenção de um especialista é fundamental para avaliar a gravidade da situação ou prescrever a medicação adequada.
Confira alguns dos males mais comuns que costumam afetar quem está em temporada de praia e qual o encaminhamento mais adequado nesses casos. Sem esquecer, porém, que a prevenção continua sendo a melhor saída para um veraneio tranqüilo e alegre.

QUEIMADURAS DE PRAIA

Muitos veranistas enfrentam queimaduras típicas do período de praia durante a temporada de veraneio. Boa parte delas resulta da exposição exagerada ao sol. Para evitá-las, as recomendações são básicas: evitar o sol no horário entre 10h e 16h e, quando se expuser a ele, utilizar loção com fator de proteção 15, capaz de bloquear raios ultravioletas.
Em outro caso de queimadura muito comum na praia, provocada pelas água-viva, o melhor é que o veranista evite o mar em dias de grande concentração delas na água.

Vejamos os tratamentos:

Queimadura solar leve – Quando os raios solares provocam queimaduras leves, sem chegar a formar bolhas, recomenda-se compressa com chá fresco de camomila, três a quatro vezes ao dia. Podem ser utilizados os sachês de chá industrializados, fervidos até que a coloração fique amarelo-esverdeada.
Além disso, evite se expor ao sol até melhorar e tome bastante água.
Pode-se passar cremes à base de corticóides por até três dias, para dar maior alívio.
Queimadura solar intensa – Quando os raios solares geram uma queimadura muito forte, com a formação de bolhas na pele, é necessário procurar um médico. Emergencialmente, a vítima da queimadura pode tomar um banho com água fria, tomando cuidado de não furar as bolhas. Não é recomendado passar qualquer medicamento antes da consulta médica.

Queimadura por água-viva – O melhor a fazer neste caso é seguir os mesmos procedimentos adotados em relação à queimadura solar leve. Se puder, procure imediatamente um salva vidas, ele saberá como agir corretamente para evitar o agravamento da queimadura.

CUIDADOS COM A PELE

A areia da praia e a água do mar escondem perigos para a pele. Porções poluídas de areia, por exemplo, podem esconder pragas como bicho-de-pé e bicho geográfico (conhecido assim por deixar marcas na pele semelhantes às marcações de um mapa).
A melhor maneira de evitar esses riscos é escolher bem o local onde se sentar ou se deitar na areia. Outra medida que pode evitar incômodos durante o verão é cuidar onde pisar para evitar, inclusive, acidentes com ouriços. Recomendações:

Bicho-de-pé e bicho geográfico – Em princípio, todos os postos de saúde estão habilitados para remover o bicho de pé. Deve-se evitar ao máximo soluções caseiras, pois um tratamento malfeito pode resultar em infecção. No caso do bicho geográfico, a vítima pode colocar gelo sobre a área afetada para diminuir a coceira e o incômodo, enquanto um médico não é consultado. Hoje já existem medicações por via oral bastante eficazes para combater o bicho geográfico.

Ouriço-do-mar – Quando uma pessoa pisa em um ouriço, espinhos costumam ferir a planta do pé. Esses espinhos podem ser retirados cuidadosamente com uma pinça, passando limão em seguida na área atingida. Depois, é recomendado que se deixe o pé de molho em uma bacia com água e sabão de barra. Também se recomenda aplicar um antibiótico local, como uma pomada à base de neomicina. Se a pessoa for alérgica ao espinho do ouriço, então o melhor é procurar um médico imediatamente.

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