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UM MERGULHO
NA HISTÓRIA DE Sta. CATARINA Parte
3


NOVOS PROJETOS
O Projeto de Arqueologia Subaquática não se
resume ao estudo da embarcação naufragada em
Ingleses. Novas idéias e iniciativas vêm sendo
desenvolvidas pela equipe, como a criação de
um museu oceanográfico em Florianópolis, um
museu de naufrágios itinerante, escola superior de
arqueologia, projetos sociais no nordeste brasileiro, e um
banco de dados sobre de naufrágios, por exemplo.
O projeto do museu oceanográfico prevê diversas
atividades. Não seria um museu estático,
apenas com as peças à mostra e alguém
tirando o pó de tudo, brinca Vianna. Seria um
museu interativo e temático, que desperte interesse
e descobertas para o visitante.
Entre as atrações previstas, está a
réplica em tamanho natural do navio naufragado na praia
dos Ingleses; um grande aquário com espécies
da região, onde as pessoas possam tocar nos animais;
decoração e vestimentas dos funcionários
baseadas na da realidade da época; telão com
transmissão das atividades desenvolvidas embaixo do
mar; cinema com mostra de vídeos sobre navegação,
mergulho, naufrágios e pesca submarina; aulas sobre
temas ligados ao mar. Segundo Alexandre Vianna, Florianópolis
pode e deve ter outros atrativos além das praias. Assim,
tanto turistas como as pessoas que moram na Ilha terão
outra fonte de lazer e conhecimento sobre a cultura e história
da região.
Já o projeto do museu itinerante foi encaminhado recentemente
ao governo nacional, para ser integrante do Projeto Ciência
Móvel, da Academia Brasileira de Ciência. A idéia
e rodar as principais cidades do sul do país, inclusive
aquelas que não possuam contato com o mar e divulgar
os temas da pesquisa através de vídeos em 3D,
mostra de réplicas das descobertas, aulas e até
teatro de fantoches.
Outro projeto que já foi encaminhado é a criação
do primeiro curso de graduação em Arqueologia
Náutica, em parceira com o Instituto Habilitare. Atualmente
existem apenas três pessoas formados na área.
O curso é destinado a pessoas com segundo grau completo,
e vai ser ministrado por uma equipe multidisciplinar, com
geógrafos, biólogos, mergulhadores, arqueólogos
e historiadores, entre outros. A previsão de início
é para o ano que vem. Narbal de Souza explica que encontrar
embarcações naufragadas é uma atividade
já muito facilitada pelos equipamentos que foram desenvolvidos
nos últimos anos. A questão é que ainda
não existem pessoas com conhecimento suficiente para
explorar estas áreas da forma correta, conservando
cada peça e o sítio arqueológico.
A idéia que mais deve contribuir para a inclusão
social é o Projeto Brasil, que visa auxiliar as comunidades
de pescadores ilegais de lagosta no nordeste. Por não
possuírem material e conhecimento necessário
para o mergulho, esses pescadores são altamente suscetíveis
à doença descompressiva, que pode causar morte
ou deficiência física. Os filhos destes trabalhadores
acabam sem estrutura financeira e familiar, muitas vezes ingressando
no turismo sexual.
A idéia é apresentar um projeto que incentive
a arqueologia subaquática na região. Assim os
mergulhadores podem fotografar, filmar e auxiliar os arqueólogos
nas pesquisas. Já alguns familiares poderiam ser habilitados
como técnicos em escavação, restauro,
maquetaria e outras atividades relacionadas à pesquisa.
Se conseguirmos fazer isso, o Brasil pode se tornar
o país com mais pesquisa subaquática do mundo.
A gente diminui a imagem de turismo sexual e reforça
o turismo cultural e histórico.
Nossa história está sendo descoberta e as futuras
gerações poderão olhar para traz e ver
o valor de nossa terra.
A equipe do Jornal miguelito parabeniza toda a equipe PAS
pelo belo trabalho que vem realizando, agradece a hospitalidade
e o convite do senhor Narbal ao Jornal Miguelito para que
nossa equipe integre-se a ONG PAS.
Mais: [4]
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