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FESTIVAL MULTIMEIOS

Reunindo personalidades da comunicação em
Florianópolis
Começa neste sábado, dia 9, a 4ª edição
do Festival Multimeios um dos mais importantes eventos
da comunicação social do Sul do País.
Será uma semana inteira dedicada a discussões
sobre a profissão e o mercado de trabalho, com direito
a palestras, oficinas e workshops.
Entre os destaques desta edição estão
o jornalista Carlos Nascimento, editorchefe e âncora
do Jornal da Band, o diretor de programas não musicais
da MTV, Cacá Marcondes, o diretor de fotografia de
filmes publicitários e cinema e César Charlone,
indicado ao Oscar pelo longa Cidade de Deus.
Além da troca de informação e atualização
profissional, o encontro proporcionará ao universitário
o maior conhecimento do mercado. As inscrições
estão abertas e podem ser feitas no site oficial do
evento
Informações: www.festivalmultimeios.com.br
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O PODER DA PALAVRA ESCRITA
Nem sempre tudo o que aparece pela internet é a mais
pura verda de. Na realidade, pode não passar de um
simples boato.
A língua escrita tem um importante papel na sociedade.
Poucas pessoas aceitariam apenas um contrato verbal para fechar
um negócio. Normalmente exige-se um contrato por escrito
e assinado.
O fato é que toda regra tem sua exceção,
e o correio eletrônico é um dos mais claros exemplos
disso. A regra ao ler e-mails é: Se a notícia
veio por e-mail, ela muito provavelmente é boato ou
trote.
Qualquer pessoa com uma idéia na cabeça e uma
conta de e-mail tem nas pontas de seus dedos (literalmente)
o potencial de atingir milhões de leitores no mundo
inteiro.
As listas de e-mail e os blogs (diários on line na
forma de websites) são um campo fértil para
o surgimento de boatos ou trotes virtuais (hoax) palavra inglesa
que significa peça, brincadeira, engano.
Os boatos mais verossímeis são os mais perigosos,
pois se espalham pela internet mais rápido que vírus.
Seguem algumas providências simples que podem reduzir
a quantidade de boatos que você irá propagar
para seus amigos.
Principais tipos de hoax
Existem diversas categorias, mas os mais comuns são
os falsos alertas de vírus. Dois deles ficaram famosos
e ambos dão instruções detalhadas de
como identificar e remover os respectivos vírus
do computador do usuário. Estes eram na verdade dois
arquivos padrão do sistema operacional: sulfnbk.exe
e jdbgmgr.exe.
Outros se referem aos supostos débitos com o SERASA
ou com a Receita Federal.
Outro tipo de boato são as lendas urbanas. Elas já
existiam há muito tempo antes da internet. Ladrões
de órgãos e assaltos mirabolantes fazem parte
destes boatos.
Entre os demais tipos se destacam grandes promoções
de empresas que prometem uma quantia em dinheiro se um dado
e-mail for repassado mais que X vezes, ou então e-mail
de pessoas doentes que precisam muito de ajuda e informam
alguma maneira de contribuir financeiramente, dentre muitas
outras.
A dica aqui é simplesmente ignorar essas mensagens;
99,9% delas são mentira mesmo. Ou seja, ao repassá-las
você estará mentindo 99,9% do tempo.
Separando o Joio do Trigo
Uma forma de aprender a separar o fato do boato é estudar
quais as características que faz um trote virtual ter
mais sucesso que outros. Os recursos mais utilizados
na composição de um hoax eficaz são dois:
- Uso extensivo da linguagem técnica. A maioria dos
usuários de internet é leiga em informática
e tende a aceitar todas as explicações feitas
em termos técnicos, mesmo que sejam absurdas.
- Uso da credibilidade por associação. Esta
técnica consiste em fazer uma afirmação
qualquer e atribuir a fonte a uma instituição
de credibilidade. Em falsos alertas de vírus, normalmente,
a Symantec (criadora do Norton Antivírus) são
citadas como origem do alarme. Enquanto os recursos acima
são formas mais discretas de propagar um hoax, existem
outros sinais bem mais claros de que um dado e-mail é
um trote virtual:
-Uso exagerado de letras maiúsculas. Na internet, escrever
em maiúsculas é o equivalente virtual de estar
GRITANDO, e este é um recurso muito utilizado para
fingir urgência nas frases escritas.
- Uso exagerado de exclamações. No caso de um
aviso de vírus, poderes quase onipotentes são
atribuídos a ele. São comuns relatos que informam
o apagamento total das informações do HD, o
incrível poder de enganar os melhores programas antivírus
do mercado, e assim por diante.
- O autor urge seus leitores a enviar o aviso a todas as pessoas
que conhece. De que serve um boato se ele não se espalhar
? Quase a totalidade dos boatos virtuais pedem em algum ponto
da mensagem que ela seja retransmitida a todas as pessoas
do seu catálogo de endereços.
- A mensagem original já passou por diversos encaminhamentos.
Um número elevado de encaminhamentos é duplamente
suspeito. Primeiro porque a mensagem já está
se espalhando como um boato; segundo, porque quem não
se dá ao trabalho de reformatar o texto muito provavelmente
também não se preocupa em verificar a fonte
da notícia.
- Fontes são citadas, mas um link para a notícia
original nunca é fornecido. Nunca acredite em citações
que não incluem um link para a informação
original no site da empresa citada como fonte.
Cheque as Fontes !
O melhor a fazer quando você recebe um e-mail que suspeita
ser um hoax é consultar a fonte original da notícia.
Se a fonte não foi citada, ou se ela foi citada mas
nenhum link para a informação original foi incluído,
tome uma das providências a seguir:
- Selecione uma ou duas palavras chave do texto suspeito,
vá a um buscador (Google, Jarbas, Cadê) e digite
na caixa de busca a(s) palavra(s) chave seguida(s) da palavra
hoax. Se surgirem links de empresas de sua confiança,
muito provavelmente trata-se de um boato.
- Acesse algum site especializado nos falsos alertas e verifique
se a mensagem está registrada lá. Algumas páginas
interessantes são:
- Página anti-hoax da Symantec:
www.symantec.com/region/br/avcenter/hoax.html
- HoaxBusters: http://hoaxbusters.ciac.org/hoaxbustershome.html
- Antihoax da McAfee: http://vil.mcafee.com/hoax.asp
O que não se deve fazer em hipótese alguma é
repassar ou responder qualquer e-mail suspeito (ou mesmo insuspeito)
sem certificar-se da veracidade das informações.
Lembre-se de que, na mídia impressa, a regra número
1 é verificar as fontes antes de publicar. Não
devemos nos esquecer disso, apenas por estarmos em uma mídia
eletrônica.
Mario Fiorentino Jr. / mariojr@fastlogic.com.br
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