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AS BALEIAS
NO LITORAL CATARINENSE Parte
1

Entre os meses de julho a novembro a baleia franca austral
(Eubaleana australis) vem para as águas quentes do
litoral de Santa Catarina para ter seus filhotes e amamentá-los
com tranqüilidade.Quando eles estão preparados,
retornam para a Antártica.
Na segunda quinzena de agosto, foi avistada a 300 metros
do Pântano do Sul uma baleia franca com o seu filhote,
causando grande admiração das crianças
de uma escola do sul da ilha, pelos mergulhos e esguichos
destes animais.
Há aproximadamente 5000 anos no litoral sul de Santa
Catarina, os povos dos sambaquis já utilizavam os restos
de baleias que encalhavam na praia para fabricar artefatos
e utensílios domésticos. Não existem
indícios de caça da baleia na cultura destes
povos.
A caça colonial desenvolveu-se no século XIX
e explorou a baleia como uma das principais riquezas da coroa.
Os produtos extraídos eram: óleo, gordura, carne,
barbatanas e ossos.
A caça moderna teve seu auge no século XX.
A industrialização, a tecnologia e o comércio
quase levaram as baleias à extinção.
Foi somente em 1973 que a última estação
baleeira (armação) localizada no Sul do Brasil,
em Imbituba, Santa Catarina, fechou suas portas.
Atualmente, as baleias ainda representam uma boa opção
de renda, embora a sua caça tenha terminado.
O turismo de observação surgiu como uma alternativa
para o desenvolvimento sustentável da comunidade local.
Há o acompanhamento de oceanólogos e biólogos
nos passeios de observação de baleias, o que
garante o cumprimento das normas estabelecidas de aproximação
e a assessoria científica necessária aos turistas,
sem prejudicar o ecossistema.
Já foram catalogadas 332 baleias diferentes, com fotos,
no litoral catarinense. O catálogo foi feito nos meses
da temporada de acasalamento de 1987 a 2002 pelo (PBF) Projeto
Baleia Franca.

Segundo o IBF (Instituto Baleia Franca), esta é a
melhor época para a visualização das
baleias. Localizado na Praia do Rosa, em Imbituba (SC), o
IBF é uma entidade privada sem fins lucrativos. Dedica-se
à pesquisa científica, educação
ambiental, turismo ecológico e à divulgação
de tudo que é produzido. Ele conta com o apoio expressivo
da empresa Döhler, indústria têxtil sediada
em Joinville (SC), uma das primeiras do estado a conquistar
a ISO 14001, certificação internacional de gestão
ambiental.
Anualmente, cerca de oito milhões de pessoas realizam
o turismo de observação de baleias, gerando
um bilhão de dólares no mundo.
Países como Islândia, Canadá, Argentina,
Nova Zelândia, entre outros, desenvolvem este tipo de
turismo.
No Brasil esta prática está crescendo, especialmente
no litoral de Santa Catarina, onde vem apresentando melhores
resultados a cada ano.
Em setembro de 2000 foi criado, na região sul do litoral
de Santa Catarina, a ÁREA DE PROTEÇÃO
AMBIENTAL DA BALEIA FRANCA (APA), abrangendo 156.100 hectares
e cerca de 130 km de costa.
Segundo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação
da Natureza, lei N° 9985 de 18 de julho de 2000, A
Área de Proteção Ambiental é uma
área, em geral, extensa, com um certo grau de ocupação
humana, dotada de atributos abióticos, bióticos,
estéticos ou culturais, especialmente importantes para
a qualidade de vida e o bem-estar das populações
humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade
biológica, disciplinar o processo de ocupação
e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.
A APA da Baleia Franca tem como principais objetivos
proteger a baleia franca austral (Eubalaena australis) e garantir
o uso racional dos recursos naturais da região....
Mais : [2] [3]
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