ANO III-nº29 - agosto de 2004 - Florianópolis - 10.000 exemplares em papel - pega o teu, ô: Distribuição Gratuita


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[Esportes/1] AGO.04

Basebol:
FLORIPA ICHI-BAN
Florianópolis está formando seu time de Beisebol.
Nossa equipe, representada por Oliveiros, esteve no domingo, dia 25 de julho, na ELASE (complexo esportivo da Eletrosul) para indagar sobre tudo que está acontecendo com o Floripa Ichi-Ban, começando pela coordenadora do softbol, Jussara Saito.

- Como está funcionando o Floripa Ichi-Ban?
- A gente está trabalhando forte nas duas modalidades que são o softbol e o beisebol.

- Qual a diferença básica entre softbol e beisebol?
- O softbol é mais leve, a bola é diferente, num formato maior e com um couro mais leve e flexível, além do taco ser de madeira. Existem jogadas que diferenciam e suavizam a velocidade e o peso da bola, por isso que ele é soft.

- As crianças que se interessarem devem procurar a quem e onde?
- Poderão procurar a própria Associação Nipo-Catarinense, poderão procurar qualquer membro que faça parte do grupo, a mim ou a qualquer professor do nosso grupo. Pois buscamos a maior segurança possível para as crianças que queiram praticar.

- Existe alguma restrição específica para quem queira praticar o esporte?
- Não, neste momento está completamente aberto a quem queira conhecer este esporte. Mais pra frente, irá acontecer uma classificação para o time, respeitando quem queira conhecer e praticar sem interesses competitivos.
No Brasil praticamente quem pratica este esporte são os descendentes japoneses e nosso objetivo é abrir e popularizar, além do esporte, também um pouco de nossa tradição e cultura japonesa.Na verdade, o primordial não é o esporte e sim o conjunto entre o esporte e a cultura.

- Há quanto tempo você está em Florianópolis e como é que se formou a idéia da formação desta equipe?
- Tudo começou por eu ser mãe de uma das crianças mais interessadas e, desde que eu vim para Florianópolis, comecei a pesquisar se havia alguma coisa neste sentido. Não tinha nada nestes três anos e meio que estou aqui. Conheci várias pessoas, mas uma delas teve papel fundamental para o início, que foi o Marcos Matida do Ichi Ban. Ele nos deu as luvas. Então, tendo isso como ponto de partida, nós nos sentimos na obrigação de ir atrás da confederação, que nos mandou as bolas. Nos juntamos à Associação Nipo-Catarinense para criar mais força, pois é um órgão de referência, que pode ir atrás de autoridades e nisso nós conseguirmos apoio de associações de outros estados. A própria Prefeitura Municipal de Florianópolis está doando para a comunidade florianopolitana um campo de beisebol e, indiretamente acabou cedendo pra gente.

- Você me disse que veio de São Paulo. Como anda a prática do beisebol no geral pelo Brasil?
O Brasil tem vários times e grupos, que estão praticando e fazendo os seus campeonatos internos de interclubes. O mais famoso é o brasileirão, com a participação de vários estados. Queremos em breve representar Santa Catarina, pois somos os primeiros aqui. Este é o motivo de nos chamarmos Floripa Ichi-Ban que é o número 1 de floripa.

- Para praticar envolve um custo muito alto? Como é que fica para quem quer participar deste time?
- Recebemos doação de tacos, bolas, outros materiais e apoio técnico de times como Giants (SP), Nikkey (Curitiba), Atibaia (SP), Guarulhos (SP) e da Confederação Brasileira de Softbol e Beisebol.
Como a gente conseguiu o material mais caro, as crianças que estão vindo aqui estão trazendo apenas a roupa do corpo e um tênis. Futuramente, para quem quiser adquirir os materiais próprios, este material não é barato. Porém, à medida que isso ocorrer, poderemos repassar às outras crianças que não tenham condições de adquirir no primeiro momento.
É bom deixar bem claro que de início não é necessário ter os equipamentos, pois disponibilizamos para todas as crianças. Depois, se houver interesse em permanecer, é melhor adquirir o seu próprio. Nós já ganhamos algumas camisetas, patrocinadas pelo time de Guarulhos (SP), através do Sr. Fumio Sakamoto, que patrocina o time de lá. O próprio pessoal que cedeu as luvas já se prontificou em dar as camisetas oficiais do time.

Agora, com o treinador Ricardo Dan Itaya (Médico Ortopedista):
- Gostaria que o senhor falasse um pouquinho sobre a sua história e do treinamento destas crianças.
- Eu comecei aos 8 anos de idade e joguei em São Paulo até os 12. Parei de jogar e, na faculdade de medicina, retornei. Existia um torneio entre as faculdades de medicina. Joguei por mais oito anos e agora estou retomando a convite da Associação Nipo-Catarinense, dando treinamento às crianças. Também existe um projeto social com a prefeitura na região de Capoeiras para setembro ou outubro, quando estará sendo inaugurado um campo com o objetivo de socializar e difundir este esporte.

Segundo o Sr. Elidio Yocikazu Sinzato, presidente da Associação Nipo-Catarinense, a interatividade que ocorre entre pais e filhos, a vibração e a energia que o beisebol e o softbol oferecem é espetacular.
É por isso que no Japão, o beisebol cresceu tanto e ganhou tanto prestígio que hoje disputa o 1º lugar com os EUA, país de origem do esporte.

Mais Esportes:
FUTEBOL: [2]
KARATE-DO: [3]
O QUE É ARTE MARCIAL: [4]

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