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Basebol:
FLORIPA ICHI-BAN
Florianópolis está formando
seu time de Beisebol.
Nossa equipe, representada por Oliveiros, esteve no domingo,
dia 25 de julho, na ELASE (complexo esportivo da Eletrosul)
para indagar sobre tudo que está acontecendo com o
Floripa Ichi-Ban, começando pela coordenadora do softbol,
Jussara Saito.


- Como está funcionando o Floripa Ichi-Ban?
- A gente está trabalhando forte nas duas modalidades
que são o softbol e o beisebol.
- Qual a diferença básica entre softbol e beisebol?
- O softbol é mais leve, a bola é diferente,
num formato maior e com um couro mais leve e flexível,
além do taco ser de madeira. Existem jogadas que diferenciam
e suavizam a velocidade e o peso da bola, por isso que ele
é soft.
- As crianças que se interessarem devem procurar a
quem e onde?
- Poderão procurar a própria Associação
Nipo-Catarinense, poderão procurar qualquer membro
que faça parte do grupo, a mim ou a qualquer professor
do nosso grupo. Pois buscamos a maior segurança possível
para as crianças que queiram praticar.
- Existe alguma restrição específica
para quem queira praticar o esporte?
- Não, neste momento está completamente aberto
a quem queira conhecer este esporte. Mais pra frente, irá
acontecer uma classificação para o time, respeitando
quem queira conhecer e praticar sem interesses competitivos.
No Brasil praticamente quem pratica este esporte são
os descendentes japoneses e nosso objetivo é abrir
e popularizar, além do esporte, também um pouco
de nossa tradição e cultura japonesa.Na verdade,
o primordial não é o esporte e sim o conjunto
entre o esporte e a cultura.
- Há quanto tempo você está em Florianópolis
e como é que se formou a idéia da formação
desta equipe?
- Tudo começou por eu ser mãe de uma das crianças
mais interessadas e, desde que eu vim para Florianópolis,
comecei a pesquisar se havia alguma coisa neste sentido. Não
tinha nada nestes três anos e meio que estou aqui. Conheci
várias pessoas, mas uma delas teve papel fundamental
para o início, que foi o Marcos Matida do Ichi Ban.
Ele nos deu as luvas. Então, tendo isso como ponto
de partida, nós nos sentimos na obrigação
de ir atrás da confederação, que nos
mandou as bolas. Nos juntamos à Associação
Nipo-Catarinense para criar mais força, pois é
um órgão de referência, que pode ir atrás
de autoridades e nisso nós conseguirmos apoio de associações
de outros estados. A própria Prefeitura Municipal de
Florianópolis está doando para a comunidade
florianopolitana um campo de beisebol e, indiretamente acabou
cedendo pra gente.
- Você me disse que veio de São Paulo. Como
anda a prática do beisebol no geral pelo Brasil?
O Brasil tem vários times e grupos, que estão
praticando e fazendo os seus campeonatos internos de interclubes.
O mais famoso é o brasileirão, com a participação
de vários estados. Queremos em breve representar Santa
Catarina, pois somos os primeiros aqui. Este é o motivo
de nos chamarmos Floripa Ichi-Ban que é o número
1 de floripa.
- Para praticar envolve um custo muito alto? Como é
que fica para quem quer participar deste time?
- Recebemos doação de tacos, bolas, outros materiais
e apoio técnico de times como Giants (SP), Nikkey (Curitiba),
Atibaia (SP), Guarulhos (SP) e da Confederação
Brasileira de Softbol e Beisebol.
Como a gente conseguiu o material mais caro, as crianças
que estão vindo aqui estão trazendo apenas a
roupa do corpo e um tênis. Futuramente, para quem quiser
adquirir os materiais próprios, este material não
é barato. Porém, à medida que isso ocorrer,
poderemos repassar às outras crianças que não
tenham condições de adquirir no primeiro momento.
É bom deixar bem claro que de início não
é necessário ter os equipamentos, pois disponibilizamos
para todas as crianças. Depois, se houver interesse
em permanecer, é melhor adquirir o seu próprio.
Nós já ganhamos algumas camisetas, patrocinadas
pelo time de Guarulhos (SP), através do Sr. Fumio Sakamoto,
que patrocina o time de lá. O próprio pessoal
que cedeu as luvas já se prontificou em dar as camisetas
oficiais do time.

Agora, com o treinador Ricardo Dan Itaya (Médico
Ortopedista):
- Gostaria que o senhor falasse um pouquinho sobre a sua história
e do treinamento destas crianças.
- Eu comecei aos 8 anos de idade e joguei em São Paulo
até os 12. Parei de jogar e, na faculdade de medicina,
retornei. Existia um torneio entre as faculdades de medicina.
Joguei por mais oito anos e agora estou retomando a convite
da Associação Nipo-Catarinense, dando treinamento
às crianças. Também existe um projeto
social com a prefeitura na região de Capoeiras para
setembro ou outubro, quando estará sendo inaugurado
um campo com o objetivo de socializar e difundir este esporte.
Segundo o Sr. Elidio Yocikazu Sinzato, presidente da Associação
Nipo-Catarinense, a interatividade que ocorre entre pais e
filhos, a vibração e a energia que o beisebol
e o softbol oferecem é espetacular.
É por isso que no Japão, o beisebol cresceu
tanto e ganhou tanto prestígio que hoje disputa o 1º
lugar com os EUA, país de origem do esporte.
Mais Esportes:
FUTEBOL: [2]
KARATE-DO: [3]
O QUE É ARTE MARCIAL: [4]
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